Sobre CF, Adobe e masculinidade

Terminei de ler uma seqüência de 100 mensagens na lista CF-Brasil sobre o tema “futuro do ColdFusion, a ausência da Adobe e variações do tema”.. Ufa! Muito já foi dito e muito foi repetido, pois tivemos uma discussão semelhante há uns seis meses, sem grandes avanços ou conclusões. Não será diferente desta vez, mas ainda sim darei a minha contribuição ao papo e farei algumas digressões…


O programador CF é um eterno sofredor. Usamos uma tecnologia apaixonante (que tem seus problemas, como qualquer outra), mas que teima em não decolar. Podemos dizer com certeza que ela se enquadra entre as “10 mais” da web, junto de PHP, ASP/ASP.NET, JSP, Phyton, Ruby (esqueci alguma?) e correlatas. Contudo existe uma enorme disparidade quando falamos em números. O número de aplicações feitas em CF, e o número de desenvolvedores é muito baixo perto das outras 10 mais-mais da web. E isso tem sido assim por longos 12 anos. Por esta razão, em minha opinião, devemos parar de sofrer pelo fato de o CF não ser usado por 7 entre 10 sites dinâmicos e ser conhecido (mesmo que de ouvido) por todos os programadores web. Este é o ponto central da minha argumentação aqui.

O PHP é de graça e alinhado com a filosofia open-source (apesar de sabermos que iniciativas comerciais hoje dominam a tecnologia). Este foi (e continua sendo) o ponto chave para o seu sucesso. O PHP não seria nada se fosse comercial desde o seu início. Iria levar uma rasteira bonita do ASP/ASP.Net, que tem a Microsoft por trás (e eu não preciso dizer mais nada). Mesmo que fosse “a” linguagem web para ambientes Unix/Linux, se fosse pago, não decolaria, na minha opinião. O JSP é “derivado” do Java, por isso também não preciso dizer nada. Phyton e Ruby são as variações modernosas do mundo livre, ainda estão atrás do CF em número de usuários e sites, mas logo vão ultrapassá-lo, pois baseiam-se no mesmo modelo de sucesso do PHP. O ASP e o ASP.NET, apesar de não serem gratuitos (como apregoam erroneamente muitos), tem uma empresa gigantesca por trás. Não vou entrar nos chavões e estatísticas clássicas, a Microsoft está em todos os cantos e tem muito dinheiro para gastar, gostemos ou não. O que ela quiser emplacar como produto ou tecnologia (mesmo que sejam uma porcaria), ela vai emplacar.

De outro lado temos o nosso CFão, velho de guerra, 12 anos, baseado em tags, o que lhe confere uma sina de linguagem de amador, de HTMLer – mesmo que muitos estejam percebendo esta vantagem e se voltando para o uso de tags agora, vide JSP. Por ser simples, o CF sempre atraiu (felizmente ou infelizmente) muita gente sem base de programação e que aprontou (e apronta) horrores na hora de codificar. A culpa, claro, vai para a tecnologia, que “não escala”, “que cai sem explicação”, “que é pesada e não agüenta o tranco de acessos”, etc, etc… Quantas consultorias de performance eu já fiz para chegar ao mesmo denominador comum: código mal feito. Além disso, o CF é um produto que nasceu em uma empresa pequena (Allaire), que precisava cobrar um valor relativamente alto pelo produto (revolucionário, de fato, quando foi lançado). Dessa maneira o produto acabou sendo caracterizado, desde o seu início, como um produto pago, feito e mantido por uma empresa pequena, porém competente (a Allaire era bem vista mesmo entre os nerds). Por conta do preço da licença e também por conta do tamanho da Allaire (que basicamente teve sucesso com o HomeSite) o CF nunca deslanchou totalmente na sua primeira metade de vida, algo crucial na minha opinião. Crescer e deslanchar no início não dá margem para que surjam críticas (e pensamentos) do tipo “se fosse bom mesmo, já teria deslanchado“, que fomentam outras críticas preconceituosas. O CF sempre ficou nessa. Anos bons, outros ruins… Em suma, sempre ficou na média e atrás de outras linguagens para web.

Depois veio a aquisição da Allaire pela Macromedia, esta uma empresa totalmente voltada para o mercado de ferramentas de desenvolvimento, a maioria para designers. A Macromedia queria ter uma cara mais “enterprise”… por isso comprou a Allaire. Legal para os designers. Mas e para nós, programadores cabras-macho? Foi aí que a imagem do CF foi por água abaixo de vez… 😉 Além de ser um produto pago, de uma empresa pequena, o CF virou um “programa” de “designer” (apertando o punho de raiva aqui…) e ainda por cima caro! Não há mudança para J2EE e todo aquele papo de “casamento com o Java”, de “produtividade sob Java” que vencesse o mal causado por carregar o nome Macromedia. A empresa sempre foi conhecida por fazer “coisas para designers”, incluindo o Flash… (que também é coisa de designer, né não? ;-). Programadores, gerentes, diretores e manda-chuvas (estes últimos, programadores que viraram gente e passaram a ganham mais) têm um medo quase paranóico de adotar uma “tecnologia de designer” – o que, para muitos, é sinônimo de “tecnologia de boiola”… Desculpem a franqueza e o termo (nada contra a opção sexual de cada um), mas é verdade. Nesse nosso mundinho de TI, dominado por homens e programadores nerds – muitos com problemas com mulheres e uma necessidade de auto-afirmação extravasada na forma de algoritmos difíceis, complexos e malucos – facilidade e beleza muitas vezes são sinônimos de fraqueza e viadagem. O que soa mais “macho” (e por tabela “confiável”) para um programador hardcore? “Dreamweaver (coisa de viado) com ColdFusion (outra coisa de viado) no Mac (coisa de viado com dinheiro)” ou “Emacs com Java e um Linux em modo texto, instalado num 486 amarelo de velho??” Encurtando a história: é um problema cultural. Se o CF tivesse sido lançado como uma tecnologia aberta e gratuita há 12 anos, ou então estivesse sob as asas de uma empresa como a Microsoft (e parece que em 95, quando lançou o ASP, ela tentou comprar a Allaire e o CF – longa história) talvez (e com grande probabilidade para “certamente”) o CF seria uma coisa assim… digamos… “roots”, usado por todos os “machos” do nosso mercado.

Aí veio a Adobe (que também ainda é uma empresa de “designer”) e comprou a Macromedia, de olho principalmente no Flash e “dizem”… de olho em expandir sua veia enterprise, tendo o Flex, CF e outros como motores desta mudança (apesar de o LiveCycle ser da casa e receber muito mais atenção na minha opinião). A Adobe chegou ao ponto de dizer: viemos pegar o lugar da Microsoft. Para mim, no aspecto enterprise, no último ano, a Adobe mais latiu do que mordeu. Estou começando a pensar que essa coisa de “enterprise” era apenas conversa para animar o pessoal. Será que a Adobe continuará fazendo apenas ferramentas de desenvolvimento, deixando que o trinômio Software Livre x .NET x Java se lasquem sozinhos (desde que façam isso utilizando uma ferramenta da Adobe…)? Pode ser que eu não tenha dado tempo ao tempo, afinal, faz pouco tempo que a Adobe anunciou essa espécie de “novo rumo”. Vamos ver.

Desta feita, não adianta reclamar ou sofrer porque somos considerados (injustamente e justamente em muitos casos) programadores inferiores, ou que estamos utilizando uma tecnologia/linguagem que nem todos conhecem. Por conta do passado, o CF ainda vai carregar essa imagem por MUITO tempo, mesmo que exista um investimento pesado em marketing, em comunidade, nisso e naquilo.

De todo modo, o que nos resta fazer? Eu gostaria de saber, de verdade… Às vezes acho que devemos ir para esse lado mais “designer” mesmo. Virar “a” linguagem de programação para web de Macintosheiros, de designers, de diretores de arte, de agências de publicidade, de gente descoladinha, e de bichas também (por que não?)… Afinal, a homofobia do mercado está cada dia menor, ainda que exista uma vertente de skinheads furiosos e armados com porretes com pregos nas pontas, especialmente no mundo do SL. No fundo, todos os “machos” e metidos tomam todinho de manhã (antes de sair de casa), tem ou já tiveram mãe, e não conseguem se manter impávidos diante de uma bela interface RIA (desde que seja bem feita e que pareça coisa de “macho”). Ser diferente (e inteligente) está se tornando algo “cool” e aceito cada vez mais (a Apple-mania que o diga). Sorte nossa. Acho que devemos parar de brigar com os zealots do PHP, do Java e os playboyzinhos da Microsoft que, vestidos em suas jaquetas de couro, com a barba por fazer (e outros sinais de “macheza”) ou a bordo de seus carros importados (no caso da MS), ficam nos chamando de meninos de p* pequeno, de emos, disso e daquilo. Em outras palavras: devemos assumir nossa escolha e sair do armário, ser feliz e indiferente ao que dizem por aí. Devemos encarar que o CF é uma linguagem “alternativa” (no sentido de filosofia) mesmo. Devemos atuar e desenvolver esse nicho. Mas é claro, essa é uma opinião altamente volátil. Eu queria mesmo era que o CF fosse coisa de “macho”!! 😉

Sinceramente não sei a resposta. A única coisa que sei é que, independente de qual caminho devamos seguir (e talvez já estejamos trilhando-o sem perceber), a Adobe (e por tabela a Adobe Brasil) precisa sim dar mais atenção ao CF no que diz respeito a torná-lo conhecido e respeitado dentro da sua proposta e mercado (seja de “designer” ou de “macho”). Com base nisso, no que li na lista e no que penso, as minhas sugestões (em ordem de importância) de ações que a Adobe Brasil poderia/deveria tomar são:

  1. Contratar URGENTEMENTE um evangelista local para a área enterprise (leia: Flex, ColdFusion e também LiveCycle) com conhecimento real e comprovado nos produtos. Não adianta saber a teoria, tem que ter trabalhado (e sofrido) com ela. Essa pessoa deve fazer somente o trabalho de evangelização. Em outras palavras, ela não deve ser confundida com um vendedor – o mercado está farto de vendedores que não manjam nada. O trabalho de evangelização consiste em participar de fóruns, listas de, escrever artigos, fazer apresentações, tirar dúvidas (inclusive pré-vendas), entre outras. Por isso essa pessoa precisa ser comunicativa e gostar do que faz. Essa pessoa precisa ser um FUNCIONÁRIO da Adobe Brasil. Não dá para delegar essa tarefa os comunity experts, aos user-groups e até mesmo os falsos evangelistas (não precisa de link, vocês sabem de que tipo de gente eu estou falando);
  2. Contratar URGENTEMENTE um técnico de suporte para (entre outras coisas) tentar salvar os clientes que estão abandonando a tecnologia no país. No caso do governo não é a filosofia open-source que está espantando o CF, é a falta de gente qualificada e, principalmente, de suporte oficial por parte da Adobe Brasil. Precisamos de gente qualificada e que fale o bom e velho português, que entenda a nossa realidade e nossas necessidades. A falta disso é que está matando o CF em alguns locais como os Correios. Esta pessoa também precisa ser da Adobe. Não pode ser indicada por parceiros comerciais ou outros prestadores de serviços, que muitas vezes não possuem o engajamento e até interesse para isso (o suporte não pode ser encarado como uma mera consultoria, como mais uma oportunidade de fazer dinheiro, ao invés de apresentar uma solução real e de longo prazo). Esse tipo de distanciamento deve ser evitado, por isso deve ser alguém da Adobe, sem intermediários. Deve ser um suporte técnico de verdade, de preferência não pago. Mas não adianta ter essa pessoa de suporte sem que haja demanda (afinal, os clientes e usuários atuais de CF estão acostumados a não ter qualquer suporte). Por essa razão a Adobe precisa gerar demanda de trabalho, enviando esse profissional aos principais clientes de CF, para conhecê-los, apresenta-lo e oferecer ajuda na solução de problemas técnicos. Se quiserem mandar o evangelista junto, ótimo – arrisco dizer que talvez – exceto pelo regime de trabalho de semi-escravidão, esta pessoa poderia acumular os dois cargos: evangelista e suporte. Acredito que o país tem cases suficientes em de “quase-morte” com o CF para justificar o trabalho desta(s) pessoa(s);
  3. Precisa fazer propaganda do produto na mídia especializada (sites e revistas). Não estou falando de anunciar na Info (apesar de que isso seria bom). Anúncios e matérias pagas (sim, isso existe) em revistas de menor porte, porém com boa penetração no mundo de programadores iniciantes como WWW, Webdesign e outras. Seria um bom começo. O retorno pode não ser imediato (no sentido de aumento nas vendas), mas tenho certeza que afetaria um bom número de programadores medianos e aqueles que estão começando, e que podem optar pelo CF, se apaixonar, e em pouco tempo sugeri-lo (ou mesmo optar por ele). Isso me leva ao próximo ponto.
  4. Alguma forma de subsídio na licença do ColdFusion para provedores de hospedagem e apoio na disponibilização da tecnologia (coisas simples como isso aqui). Eu já discorri bastante sobre isso no passado e continuo acreditando que é necessário tornar o CF popular na área de hosting compartilhado. É preciso ter o CF como alternativa real em hospedagem – vejam os números e percebam que 80% dos projetos, pequenos, médios ou grandes optam por hospedagem terceirizada, compartilhada, semi-compartilhada ou mesmo dedicada (poucos hospedam “em casa”) – para que mais projetos (pequenos, médios e também grandes) possam ser desenvolvidos utilizando a tecnologia. Depender de dois ou três gatos pingados em hosting é muito ruim. Um dos donos da Locaweb uma vez me disse que a empresa procurava oferecer todas as opções existentes em termos de tecnologia. E essa é uma constante no mercado. Por que mesmo assim o CF não está presente? A resposta é simples: por conta do (1) preço da licença, especialmente da versão enterprise (a única que “presta” para hosting) e (2) pela falta de alguém da empresa para ir lá e mostrar como é que se faz e como se resolvem problemas (razão pela qual a Locaweb deixou de oferecer CF – além da baixa adoção – que em parte era causada pela taxa extra que a empresa cobrava pela tecnologia – que custa caro, que amava fulano, que amava beltrana… você entendeu o ciclo);
  5. Fiscalizar, aferir e trabalhar para valer com centros de treinamento e outros parceiros/consultorias que usam o ColdFusion. A parceria comercial é fundamental, mas ela não pode ser apenas comercial (como acontece na maioria das vezes). Ela deve ser técnica e estratégica em primeiro lugar. Expandir estas parcerias também é fundamental. Players importantes como ENG e DClick merecem toda atenção, mas não se deve deixar de lado as inúmeras outras empresas que utilizam a tecnologia, que nunca tiveram outro tipo de contato com a Adobe, exceto o comercial, na forma de vendas. O CF é uma espécie de “terra-de-ninguém” no país. Rola muita falta de profissionalismo e baixa qualidade de projetos. Isso precisa mudar e a Adobe precisa ser mais rígida nesse aspecto. Aproximar-se da comunidade (pontos acima) e das empresas desenvolvedoras é fundamental. A cada licença de CF vendida, saber quem comprou e mandar alguém para conversar, saber o que se pretende com a tecnologia, orientar, etc. Fazer um pós-venda no estilo nana-neném, cliente é cliente, ainda mais se é do tipo raro (no caso do CF);
  6. Tornar a prova (e o processo) de certificação mais difícil. Essa não é uma atribuição da Adobe Brasil, mas é uma coisa que eu sinto que faz falta no mercado nacional, por isso acho interessante mencionar. Tirei a minha certificação no CF 5, acho que em 2001. Achei a prova razoavelmente simples para quem desenvolve com o produto no dia-a-dia. Basta dar uma estudada nas tags e funções menos utilizadas e mandar ver na prova. Saí não apenas certificado, mas um Advanced Certified Professional! Que legal! não fosse grande coisa… Não quero desmerecer quem tem a certificação ou quem pensa em tirá-la. Ela é de fato um diferencial (inclusive no setor público), mas eu acho que a nossa certificação deveria ser mais completa e difícil, deveria ser menos uma certificação no estilo “Dreamweaver” (que custa a mesma coisa, diga-se) para se tornar um diferencial mais forte e apelativo. Por que quem conhece e já fez, sabe que ela não é grande coisa, queiramos ou não.

Pode parecer utopia, pode ser exagero, mas é o que eu penso e idealizo. Porém…. todos os pontos acima, sem exceção, dependem da benção da matriz, da “nave mãe” toda poderosa Adobe Inc. Em termos de budged, de decisões e ações, a Adobe Brasil, infelizmente, tem pouca autonomia. E isso não é culpa dos profissionais da Adobe Brasil não, tenham certeza. O que fazer para ter a bênção da nave mãe? Vender licenças? Talvez, mas eu não sei mesmo… É uma pergunta aparentemente sem resposta, no estilo Tostines: “vende pouco porque é pequeno ou é pequeno por que vende pouco?” As respostas, só o tempo trará (se é que trarão). Até lá continuarei usando CF, torcendo e agindo (dentro das minhas limitações, tempo e entusiasmo) para que a tecnologia se torne cada vez mais conhecida e utilizada. Estes foram os meus dois centavos de contribuição à esta discussão, senhoras e senhores… Até a próxima.

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11 Comments on “Sobre CF, Adobe e masculinidade”

  1. Nighto says:

    Em primeiro lugar, perdoe-me por programar em PHP, Python e usar Linux. Talvez, não tenha embasamento para expressar um contra-ponto sem parecer “fanboy” ou ser do lado dos “machos” que você se refere, mas… existem programadores FORTRAN e COBOL até hoje. Não querendo comparar CF menosprezada e tecnicamente à estas linguagens (até porque nunca programei um mísero “Hello World” nela e não tenho parâmetros algum para avaliá-la desta maneira), mas sim no sentido de que, independente do volume, sempre haverá demandas do mercado.

    E vou mais além, invertendo seus argumentos: enquanto a Adobe não fizer o que dizes, o CF não decolará. Mas será que há espaço para ele no mercado?

    Adianto-lhe que, mesmo sem nenhuma experiência: certamente.

  2. Dirceu Jr says:

    Ruby on Rails saiu de uma empresa que é muito boa em Design e que preza muito por ele. Seus utilizadores na maioria usam ou curtem Mac (ou linux). Então é todo mundo viado?
    Não acho que vai por ai…
    Também não tou dando uma de “vc falou mau de mim” quando vc disse: “Dreamweaver (coisa de viado) com ColdFusion (outra coisa de viado) no Mac (coisa de viado com dinheiro)”. Até pq eu não curto DW e nunca estudei nada de ColdFusion pra poder falar mau (mas mac eu curto).
    Vamo lá, raciocina: Tecnologia é uma coisa que evolui muito rápido. As coisas mudam muito rápido. Tu insistiu 12 anos numa mesma tecnologia que não tem as moral de se levantar sem precisar de um “força tarefa”?
    Não sei o seu trabalho. Não sei se você é “codificador”, mas se for e puder abrir espaço pra tecnologias onde você trabalha: estudar as coisas modernosas que você falou. Não fica perdendo tempo com coisa morta não.

  3. Alex Hubner says:

    @Nighto, muito bem lembrado!
    @Dirceu, eu programo em Java, mas não de forma profissional, no dia-a-dia. Além disso compreendo totalmente o “paradigma” orientação a objetos, além de conhcer bem UML. Em suma, acredito que um bom fundamento de lógica de programação, estrutura de dados e experiência em projetos reais (o que eu tenho), são os requisitos necessários para qualquer programador se virar em qualquer linguagem. O que vai mudar é a sintaxe e algumas regras. O resto do caldo será o mesmo. Desta maneira eu não estou preocupado caso seja forçado a usar uma outra linguagem de programação (se é que um dia terei que fazê-lo, uma vez que quase não programo mais). A adaptação não será dolorosa. Além disso, estou estudando Flex (da Adobe) pra valer há duas semanas, com o intuíto de portar algumas aplicações feitas em CF(Fusebox)+HTML para CF(CFC)+Flex. Sobre ser coisa de macho ou de bicha, é claro que eu estou fazendo uma brincadeira. Tenho muito respeito e consideração por quem programa em qualquer linguagem, desde que faça isso de forma bem feita. 😉 Abraços!

  4. Salve Alex

    Eterna briga de cão e gato, acho que nunca vai se resolver, mas por mim tudo bem, não tenho certificação CF mas posso dizer que tenho um bom conhecimento, e digo mais tenho um sócio que considero um dos melhores do Brasil tomando como base outros que já vi em ação, mas ele não faz parte da “modinha”, não está nas “turminhas” e nem fica dando “trela” para sangue-sugas de comunidade, mas está lá firme e forte fazendo coisas que poucos fazem.

    Quanto a suas dicas para a Adobe, realmente me sinto um filho órfão aqui, pois nunca recebi nenhum e-mail da adobe sobre nenhum dos softwares originais que tenho dela ( não inclui o CF, pois uso porta80 e me serve muito bem)

    Agora, flash não é coisa de viado não hahahahaha ai se ta me sacaneando. hahaha

    Abraço e parabéns pelos ótimos artigos que sempre escreve.

  5. Jardel says:

    Aproveitando o clima quente, o que vocês acham disso:

    http://www.flexbrasil.org/desafio/premiacao.php

    Imagine, coitado do terceiro lugar ganhar um curso c/ o igor, kkkkkkkkkk

  6. Daniel says:

    Que sorte hein!

    Essa discussão só vai acabar o dia em que o CF for para a “lista” junto com as outras linguagens mais usadas.

    A parte chata mesmo é, depender dos grandes com dinheiro!

    Mas o ponto dessa discussão é, tem mercado para todos ?
    Claro que tem!
    Se voce esta usando CF até hoje, é porque ainda tem mercado para voce usa-lo.

    Cada um com seu cada um!

  7. Hamad Amaral says:

    Alex,

    Eu já tinha desistido de discutir esse assunto, seja em listas, seja em apresentações como foi a da última quinta aqui no Rio, eu não ganho NADA se o CF decolar e também não perco nada se ele morrer, eu sou desenvolvedor web, mesmo que eu precise de um tempo para atingir em outras linguagem o nível que eu tenho em CF, pode ter certeza que eu chego lá.

    Só voltei ao assunto porque vi que muitos na comunidade gostariam de ter a oportunidade de falar com um representante da Adobe o que eu falei para o Fernando (me desculpe, não sei qual é o cargo dele).

    Você foi muito feliz ao descrever as ações necessárias para que a Adobe/Brasil coloque o CF (e seus produtos server-side) em um bom caminho.

    Abraço.

  8. Caros Amigos,

    Concordo com o Alex com as ações que a Adobe deveria tomar Mundialmente.

    Programo em PHP e já passei pelo CF ná época antes da Macromedia (era da Allaire).

    Há um tempo atrás tive que fazer alguns serviços para um Hospital Privado e tive que utilizar CSP (Caché Server Pages para quem não conhece) para integração com o MUMPS(Caché Data Server) e desde o primeiro momento que baixei a versão do site deles, eles entraram em contato comigo por telefone oferecendo acompanhamento técnico no meu projeto, me auxiliando em todas as tarefas, desde configuração de servidores, como otimização de códigos.

    Ou seja, esta foi uma empresa que está preocupada com os projetos que estão sendo efetuados utilizando a sua linguagem ou o seu banco de dados.

    Isso já faz algum tempo e a cada 3/4 meses recebo uma ligação da empresa perguntando se eu não participei de mais nenhum projeto utilizando a tecnologia deles, minhas impressões ou quais os meus motivos para não ter utilizado mais as tecnologias deles.

    Acho que isso deveria ter em toda empresa.

    um grande abraço a todos e desculpe pelo texto “logo”… 😉

  9. Padula says:

    Ouvi dizer que o mercado de trabalho para CF vem crescendo a cada dia mais no Sul do país, o polo tecnológico da Adobe lá tem sua sede situada em Pelotas, Rio Grande do Sul. Há rumores de que uma grande empresa de Campinas também pretende investir pesado em CF.

    … (rsrs)

  10. Ricardo says:

    A Adobe comete o mesmo erro que a Macromedia cometia quando existia, sempre falou para parte das pessoas interessadas em tecnologia. Acompanho a evolução do conceito “RIA” a bastante tempo, talvez desde que ela tenha surgido com a roupagem Macromedia.
    Freqüentei muitas palestras da Macromedia , todas voltadas mais para o publico jovem e que me parecia não ter nenhuma ou quase nenhuma ação decisiva de compra dentro das empresas ou até por não ter autonomia própria. Estas palestras tinham um efeito positivo na camada de desenvolvimento por incentivo, mas não atingiam o “CIO” que eles tanto sentem falta hoje talvez no número de licenças. Freqüento também fóruns de grande porte em TI onde nomes quase que constantes(, tais como SUN, Microsoft, Locaweb.. só para ficar com as empresas citadas no assunto debatido) davam seus recados para a “nata” das empresas privadas e governamentais do país.
    Nunca vi ou ouvi sequer uma menção sobre a “Macromedia” , “Adobe” ou “RIA” nestes fóruns que repito estavam por lá praticamente todas as grandes empresas que consomem todo tipo de tecnologia em nosso país. Este “amadorismo” por parte da Adobe em se posicionar comercialmente em pé de igualdade com seus concorrentes atrapalham diretamente no sucesso de suas tecnologias seja ela CF ou FLEX. Uma empresa me ligou por saber que desenvolvemos RIA e perguntaram sobre o FLEX, fiquei curioso pois a Adobe que eu saiba não fez nenhuma ação de marketing com a empresa do porte dela e a surpresa foi que esta empresa usa SAP e o pessoal de suporte e implantação comentou sobre a parceria SAP x ADOBE FLEX.
    Uma pena que empresas de grande porte tomem conhecimento desta forma sobre os produtos da ADOBE. Se alguém da ADOBE ler este post fique sabendo que no último IT FORUM (www.itforum.com.br) a Microsoft citou sobre o conceito “RIA” dela. Fica o alerta pois não gostaria de ver o Flex ter um posicionamento de mercado parecido com o CF.

    Abraços,
    Ricardo Gonçalves
    Mundo Livre Digital web