Cobertura do lançamento do CF8 (beta)

Interessante ver a cobertura da mídia no lançamento do CF8 beta:

ColdFusion 8 Public Beta Coverage

No Brasil não vi nada, exceto na blogsfera.


ColdFusion 8 beta público

O primeiro beta da próxima versão do ColdFusion (8), codinome Scorpio já está disponível ao público geral no Adobe Labs.

Adobe ColdFusion 8

Esta é uma novidade da Adobe, visto que a Allaire e a Macromedia nunca tinham divulgado suas versões beta publicamente, apenas para desenvolvedores selecionados. Eu sempre critiquei esta prática e fico feliz que a Adobe esteja liberando publicamente seus betas, da mesma maneira que a maioria das empresas de software o faz. O produto e a comunidade agradece.


CFMAIL e SPF

Se o seu site em ColdFusion oferece um recurso do tipo “envie para um amigo” ou qualquer outro que obrigue um usuário a fornecer um endereço de email e enviar algo para alguém utilizando seu site como meio, então você deve ler este post. Se você sabe o que é SPF, então pule direto para a parte “Como contornar isso no caso do CFMAIL?”.

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A Experiência do Usuário no desenvolvimento de Sistemas

Evolução das Aplicações

Há muito tempo atrás havia um cargo em informática que hoje não existe mais: operador de computador. Com os Mainframes, além da interface (riqueza) ser puramente em texto, o acesso aos aplicativos era local (alcance), de modo que o usuários tique que ir até a máquina para usar o aplicativos.

Aproximadamente em 1992, com o advento do Microsoft Windows, foi possível construir interfaces mais ricas, utilizando controles mais intuitivos e multimídia, mas ainda havia restrição no acesso ao aplicativo, inclusive pela instalação e manutenção dos mesmos nos computadores do escritório.

A ascensão da Web proporcionou ao final da década de 90 um maior alcance para os aplicativos – que podiam estar disponíveis em qualquer lugar do mundo, a qualquer hora – mas para isso foi necessário um regresso em termos de riqueza. Para os aplicativos estarem disponíveis na Web era imperativo o uso do HTML que não foi concebido para disponibilizar aplicativos (os componentes de formulário nem estavam presentes na primeira versão do HTML), e sim para apresentar e interligar documentos, e é isso que o “HT” do acrônimo quer dizer: Hypertexto.

O melhor dos dois mundos são os aplicativos ricos para internet (ou Rich Internet Applications no inglês), que buscam juntar interatividade e interfaces intuitivas dos aplicativos tradicionais e o alcance possibilitado pela Internet.

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Tendência

Depois de anos de investimentos e muita importância dada à infraestrutura, a consolidação de plataformas como J2EE e .NET tem estabelecido padrões para a construção de aplicativos corporativos juntamente com arquiteturas orientadas à serviços, de modo que o back-end de nossos aplicativos está bem amadurecido.

Ao mesmo tempo, torna-se evidente a importância que se tem dado à interação do usuário com o aplicativo. Cada vez mais é possível ler e ouvir pessoas falando sobre usabilidade, design centrado no usuário e outros conceitos, bem como o aparecimento de tecnologias como AJAX, Adobe Flex e Microsoft Silverlight vêm para mostrar que o HTML, por si só, não é capaz de criar experiências mais ricas e intuitivas para os usuários de aplicativos web.

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Benefícios

E afinal de contas, é um tanto quanto óbvio por que devemos dar mais importância para a interface de nossos aplicativos: é com ela que os usuários interagem. Eles não interessados com qual linguagem de programação foi feito, se o framework “x” ou “y” foi utilizado… Eles querem conseguir utilizar o aplicativo e que ele ajude-os a fazer o que eles querem fazer.

A velocidade e foco na tarefa irão facilitar o usuário a, por exemplo, finalizar a sua transação de compra. Com um sistema mais fácil de utilizar, certamente os usuários enfrentarão menos erros e o custo de suporte será menor. Um relatório pode ser apresentado de forma mais intuitiva para facilitar a visualização e compreensão de informações complexas.

Em 1999, após uma determinada reformulação do site da IBM, a página de ajuda foi acessada 84% menos e as vendas aumentaram em 400%. Em 2000 as vendas online no site da Dell aumentaram mais de 300% após a aplicação de princípios de usabilidade em sua loja online. Após uma mudança na navegação em um gerenciador de banco de dados da Oracle, os administradores de banco de dados conseguiam realizar suas tarefas 20% mais rápido. Durante as primeiras semanas do Microsoft Office 2007 (que conta com uma interface totalmente nova) foram vendidas pelo menos o dobro de unidades do que no lançamento da versão anterior. Mais de 100 milhões de iPods já foram vendidos.

Pausa para o cafézinho

xicara_cafe.jpgPor que pagamos R$ 3,00 por uma xícara de café no Fran’s Café? Quando vamos tomar um café em um local como estes, não estamos interessados – e consumindo – apenas o café. A localização é conveniente, o ambiente agradável, as revistas da semana, iluminação adequada, as opções… Tudo feito para que tenhamos uma boa experiência e satisfação em estar ali. É a experiência que tivermos por lá que nos fará ter desejo em voltar a estar lá.

O Gmail forçou uma revolução nos serviços de e-mail gratuitos. O Orkut mudou a forma como as pessoas se relacionavam na web. Mais e mais pessoas pediam convites para ter acesso à estes sistemas. Hoje iPods não são apenas tocadores de música. Viraram objetos de desejo!

E softwares podem ser assim, por que não? Muitos usuários utilizam softwares porque é o único meio – e não o melhor – que eles tem para ter realizar algo, ou até mesmo porque é o único modo que tal atividade pode ser realizada.

Podemos e devemos construir softwares que atendam com plenitude o que os usuários precisam, oferecendo uma experiência positiva no tocante à todos os aspectos (facilidade, design, requisitos, etc) mas só seremos capazes disso quando nos perguntarmos como os usuários irão utilizar determinado aplicativo de fato – e não acharmos que sabemos.

Isto é Experiência do Usuário: a qualidade e satisfação em alguém tem em interagir com o desenho de algum produto, serviço ou sistema. A Forrester Research define que o “Sucesso de um negócio é definido pela qualidade da experiência antes, durante e depois de uma transação”. É o usuário. É ele que importa.

Design e User Experience

Um usuário interage com um sistema (software ou website por exemplo) que oferece funcionalidades expostas através de um design. O usuário tem seus objetivos que podem ser alcançados de acordo com a interação com as funcionalidades, e o design pode facilitar esta interação. De acordo com as expectativas uma experiência final, positiva ou negativa, será formada e determinará a satisfação final dele, sua intenção de retorno e divulgação (boa ou má) de seu produto ou serviço.

Lembre-se: perder um consumidor é muito mais caro do que perder apenas uma venda.

Dizem que você deve trabalhar com o que você gosta, e o sucesso virá naturalmente por seus estudos e dedicação. Os produtos, websites e aplicativos que citei focam na experiência do usuário. O retorno veio por consequência.

Atualização Este artigo também foi publicado no WebInsider: Experiência do Usuário na criação de softwares


Coldfusion é uma das top 10 dead (or dying) computer skills

Leia aqui e depois aqui.

Eu não vou comentar muita coisa, esta não é a primeira vez que esse assunto (e variações do mesmo) vêm a tôna na mídia dita especializada. Em todas houve muita discussão e trabalho da comunidade na forma de comentários para desfazer a péssima imagem causada pela reportagem/rant.

Entretanto eu DEVO dizer uma coisa bastante simples: Adobe, acorde. A comunidade não pode fazer tudo sozinho.


I Encontro Microsoft com Blogueiros

Dia desses recebi um convite para participar de um evento da Microsoft com blogueiros, com telefone para contato e tudo mais. Achei a idéia interessante, e curioso que sou, confirmei minha presença no evento mesmo sem saber ao certo do que se tratava, afinal tudo era dito de modo bem aberto: “bater um papo sobre tecnologia”. Imaginei assuntos relacionados ao Adobe Flex/Silverlight/RIA (assuntos deste blog), propagandas em blogs (no estilo AdSense e com alguma relação à aquisição da aQuantitative) e até mesmo aquele papo que rolou de dar notebooks com o Vista para testar…

Eu imaginei um evento grande com dezenas de blogueiros, mas me surpreendi quando na recepção do evento vi uma lista com pouco mais de 10 nomes. Não vou negar: fiquei contente ao ver o CFGigolô figurar em tão seleta lista! 😉

O idealizador do evento foi o Galileu Vieira, Gerente da Inovação da Microsoft Brasil. A idéia, segundo ele, é possibilitar que os nossos blogs sejam fornecedores de notícias fresquinhas, tal como o Engadget.com, com o que há de mais recente em termos de tecnologia. Como primeiro evento, Ricardo Wagner (Gerente de Produto do Windows) e Pedro Bojikian (Supervisor de Marketing de Produtos Windows) mostraram alguns recursos do Windows Vista. Bruno Nowak (Gerente de Desenvolvimento de Novas Tecnologias) também estava por lá.

No começo achei um tanto quanto simplório, mostrando “funcionalidades” como a interface Aero e outros recursos visuais, mas a medida que o tempo passava, eles foram mostrando algumas outras coisas realmente bacanas e inovadoras, principalmente do novo Windows Media Center, mas nada que quem tenha essa edição já não tenha brincado com essa edição não conheça. O importante para mim aqui não foi necessariamente mostrar coisas que eu não conhecia, e sim dar importância para funcionalidades (aqui sem as aspas) que realmente podem fazer a diferença.

Eles também demonstraram um XBox (que tem uma aparência elegante e pode figurar em uma sala de televisão) acessando fotos, vídeos e música em um computador com o Windows Media Center (que está em um desktop e não necessariamente está na sala de televisão..), através do Media Center Extender (e portanto via rede) atuando como um centro de entretenimento. Eu realmente desejei ter uma configuração dessas em casa! 🙂

É comum ouvirmos pessoas falando que a Microsoft copia (e copiou) muita coisa no mundo da tecnologia. Isto até pode ser verdade em algumas situações, mas vocês já usaram o Windows Media Center? Com controle remoto? Já usaram o Office 2007? Vejo nestes softwares belos exemplos de como a Microsoft se preocupou em fazer algo que realmente poderia mudar e melhorar a forma como as pessoas desenvolviam suas atividades. É a Microsoft levando a experiência do usuário a sério.

Esse foi o primeiro de uma série de eventos que a Microsoft pretende realizar, divulgando informações para blogueiros, que por sua vez, possivelmente vão reproduzir através de seus blogs. Embora isso seja meio óbvio, ao ver o envolvimento de uma empresa de “análise de comunicação boca-a-boca“, fica evidente que a Microsoft vê blogueiros como grandes produtores e disseminadores, não só de conteúdo, mas também de opinião. Para termos uma idéia da importância que foi dada a essa iniciativa, Michel Levy, Presidente da Microsoft Brasil também esteve por lá para dar um alô para nós.

É ou não é uma atitude de respeito?

Atualização: Estavam presentes no evento, além de mim, o Alexandre Fugita, que escreve no TechBits e MeioBit, Beatriz Kunze do blog Garota Sem Fio e seu colega Gustavo, Mario Amaya do MarioAV, Marisa Toma do Objetos de Desejo, Nick Ellis do Digital Drops e Rodrigo Ghedin do WinAjuda.


Sobre gastos supérfulos

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A tirinha não é tão absurda não… acontece mais do que imaginamos. Muitos de vocês sabem.


Três pontos

“No one can remember more than three points.”

– Philip Crosby, pioneiro no gerenciamento de qualidade.

Eu sempre lembro dessa frase quando vou preparar uma apresentação.


Second life

Ainda na linha da minha birra 2.0, eis que encontro um texto muito bom do Wagner (mantenedor do Cocadaboa) sobre o que ele pensa deste ícone aclamado pelos gurus da Web 2.0: o Second Life. Em resumo ele acredita que ainda é muita conversa fiada para pouco resultado ou real significado. Ainda é muita moda, pura e simples. Papo para deslumbrado. Eu concordo totalmente e adoro o estilo ácido de escrever dele.

Ninguém fala o que pensa sobre Second Life? Ou, no meio das modinhas, ninguém pára pra pensar? e também Ainda sobre Second Life

Lembrando: opinião é que nem bunda, todo mundo tem.


Web 2.0 = falência pontocom 2.0?

A coluna do John Dvorak deste mês na PCMagazine é boa demais para ficar guardada na revista. Compartilho com vocês uma das razões pela qual eu acredito que o “fenômeno” Web 2.0 é mais papo-furado do que uma real mudança ou revolução.

Há uma nova bolha .com a caminho? John Dvorak, revista PCMag BR.